O blogger de Felix Ramos

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sexta-feira, 12 de agosto de 2016

O Reino Lunda



O Reino de Lunda (1665-1887), também conhecido como Império Lunda, foi uma confederação africana pré-colonial de estados que florescente do século XV ao século XIX, onde são hoje a República Democrática do Congo, o nordeste de Angola e o noroeste da Zâmbia. O seu estado central ficava no atual Catanga.

O Reino Lunda, que no Séc.XVII chegou a ser um dos grandes potentados de Angola, foi fundado no início do Séc.XVI, no Leste de Angola, por Mwatiânvua e sua mulher Lukocheka.

Segundo a tradição lunda, Mwatiânvua era descendente de Lweji, filha de Kondo grande chefe lunda, que era casada com o grande caçador Luba Tyibinda Ilunga. Depois da morte de sua mãe, Muatiânvua, submeteu várias tribos lundas e formou um reino, nos finais do séc. XVI.

Embora fosse um reino só e coeso em todos os aspetos e sentidos, Mwatiâmvua governava a metade Norte e a Rainha Lukocheka reinava na metade Sul. Tinham poderes iguais, e as decisões que fossem concernentes ao Reino como um todo, eram baseadas no consenso dos dois, ajudados pelo conselho de séculos (velhos).



Foi um Reino economicamente muito forte, com agricultura muito bem estruturada, com milho, massango e massambala, trabalharam o ferro, o cobre e os tecidos, foram fortes no comércio de escravos, marfim e tecidos.

No Séc. XVIII, uma parte do povo decidiu migrar para a região do atual Moxico, dando origem ao povo Tchokwé ( Kiôco ). Foi o primeiro sinal de fragmentação do Reino Lunda, que talvez fruto do crescimento econômico, ou das facilidades de vida, dadas pela exuberância do solo, foram-se entregando mais aos prazeres da vida do que aos interesses do Reino.

Depois de lutas com os Tchokwé até ao fim do século XIX, os Tchokwé sublevaram-se definitivamente, forçando as barreiras de governantes lunda que os cercavam e expandiram-se rapidamente para norte e sul.

Há muitos séculos atrás os Lundas e tchokwes tinham sido um povo só. Saíram do mesmo núcleo, a grande diferença é que os Lunda ficam no seu território desde sempre, os tchocwe transformam-se num grupo de extrema mobilidade que a partir do século XVI percorre todo o país. São essencialmente caçadores e comerciantes saindo, por isso, em busca de marfim borracha, etc. Essa extrema mobilidade não lhes permite desenvolver estruturas políticas tão pesadas como era a hierarquia da Mussumba, por isso fazem aquilo que se chama a diáspora Tchokue, inflectem para o sul, dividem os Nganguela ao meio. Angola tem Tchokwe em todo o território. No final do século XIX os Tchokwe regressam ao seu território de origem, tomam, militarmente, o poder dos Lunda e absorveram as suas instituições.

Em 1885, ocorre a primeira invasão Tchokwé, que munidos de armas capturaram seis mil lundas, após Musumba, a capital do império, ter sido saqueada. Dois anos depois, em Janeiro de 1887, ocorre uma nova invasão Tchokwé. Musumba foi incendiada e os lunda ficaram sob domínio Tchokwé, até ao final do século XIX.

Os Tchokwé estabeleceram então o seu próprio reino com a sua língua e costumes. Os chefes lundas e o povo continuaram a viver na região lunda porém diminuidos de poder.

A expansão dos Tchokwé levou-os para além das fronteiras de Angola, encontrando-se grandes núcleos na República Democrática do Congo e na Zâmbia.
No início da era colonial (1884) o coração da terra lunda foi dividido entre a Angola portuguesa, o Estado Livre do Congo do rei Leopoldo II da Bélgica e o noroeste da britânica Rodésia, que viriam a tornar-se em Angola, R.C.Congo e Zâmbia, respectivamente.

Em 1908, o Estado Livre do Congo deixa de ser propriedade da Coroa e torna-se colónia da Bélgica, sob o nome de Congo Belga, permanecendo assim por quase 60 anos. Por sua vez, o Império Lunda – inicialmente repartido entre o reino Portugal e o Estado Livre do Congo –, encontrava-se, desde meados do século XIX, em decadência, já que “o poder do Mwant Yaav, em larga medida apoiado no comércio de escravos, acabou por ser afetado pela abolição deste tráfico”.

No início do século XX, após a expulsão dos Tchokwé que acabaram sendo vencidos pelas forças coloniais portuguesas, por volta de 1920, o Império Lunda já havia perdido alguns territórios e muito do seu poderio inicial. Diz-nos Manuela Palmeirim que “é decorrente deste contexto histórico que muitos grupos distintos a nível linguístico se encontram frequentemente designados na literatura como ‘povos lunda’, hoje grupos inteiramente autónomos mas que, outrora, partilharam uma unidade política comum sob a autoridade do Mwant Yaav e que reconhecem esta ligação através de um corpus de tradições orais. Podem ser referidos como “lunda” – para além do próprio grupo a partir do qual o império se originou e que ficariam conhecidos na literatura por ‘lunda do Mwant Yaav’ (os aruwund) – os ndembu (ou lunda-ndembu), os yaka, os luvale (também designados por lunda-baluvale ou lwena), os imbangala (reino de Kasanje), as gentes do Luapula sob o domínio do rei Kazembe (…



Os Lunda-Tchokwé são o grupo etnolinguístico predominante do nordeste de Angola, tendo-se estabelecido, em finais do século XIX, nas províncias administrativas da Lunda-Norte, Lunda-Sul e Moxico, mas estendendo-se, posteriormente, até ao interior da província da Huíla.

Na província da Lunda-Norte predominam o lunda, o cokwe (kioku), o mataba, o kakongo ou badimba e o mai. Na província da Lunda-Sul: o Tchokwé (kioku). Em uma parte da província do Moxico: o lunda-lua-shinde, o lunda, o ndembo e o Tchokwé (kioku). Noutra parte das províncias do Bié e do Kuando-Kubango: o cokwe (kioku).

terça-feira, 19 de maio de 2015

Como escrever um projecto empresarial

professor: Félix Ramos
Um projecto empresarial é um documento escrito cuja intenção é descrever uma proposta de negócios ou de um negócio já existente ou, ainda, de um empreendimento de risco. Este documento é utilizado para inúmeros propósitos. Pode, por exemplo, ser incluído em um planeamento empresarial para ser apresentado a instituições financeiras com a finalidade de se conseguir empréstimos. O projecto empresarial também pode ser utilizado internamente para concessão de fundos a uma iniciativa particular. Qualquer que seja a necessidade, a maioria dos projectos de negócios deve conter os mesmos elementos básicos.


O que você precisa?

1-Crie uma equipe de projectos que inclua um analista de negócios, um analista público, assim como um analista publicitário, de conteúdo e de tecnologia. Escolha, sempre que possível, empregados que já tenham completo entendimento da organização. Estes empregados devem estar a par das mudanças ou actualizações que o projecto empresarial esteja tentando abordar.

2 -Escolha um gerente para o projecto. Esta pessoa necessitará ser um líder natural, que esteja apto a unir diversas perspectivas e criar um caminho simples para a organização seguir.

3 -Analise a organização. O analista empresarial determina quem deve estar envolvido na promulgação da proposta, aqueles que precisam de permissão para ir adiante com os planos e aqueles que precisam de treinamento para o plano para que este seja bem-sucedido. Toda esta informação é compilada e documentada em um arquivo de texto para futuras referências.

4 -Conheça seu público-alvo. Determine o público apropriado ao seu projecto. Por exemplo, se o objectivo é obter financiamento para expandir os negócios, o público são os funcionários da instituição financeira de crédito, que serão responsáveis por aprovarem o crédito. Estude o público-alvo para compreender o que ele procura, assim como os exactos elementos que devem estar inclusos no projecto no intuito de se conseguir a aprovação. Determine o formato exacto que o projecto deve ser escrito, de forma a estar dentro do que o público-alvo requer.

5 -Revise publicações relacionadas, incluindo a documentos comerciais e outras brochuras que sejam relevantes. O analista publicitário ficará a cargo de pesquisar o que as outras organizações estão fazendo, assim como quais tipos de publicações a organização empresarial pode utilizar para optimizar a comunicação considerando as mudanças planejadas para a implementação.

6 -Examine a infra-estrutura tecnológica para determinar quais mudanças podem ser feitas para acomodar quaisquer actualizações ou mudanças desejadas. O analista de tecnologia estuda a tecnologia atual, assim como a aquela desejada e documenta essas informações em uma planilha para futuras análises que serão feitas pela equipe de projectos.

7 -Estude e análise a informação que o time compilou param determinar o que deverá ser incluído no projecto empresarial. O analista de conteúdo decide, com o apoio do resto da equipe de projectos, o conteúdo que será incluso no documento final. Ele também decide como melhor servir o público-alvo no intuito de atingir os objectivos almejados.

8 -Esboce o projecto de acordo com os padrões específicos dos avaliadores. Na maioria dos casos, o projecto empresarial deve estar de encontro com orientações específicas que dependerão do público a quem ele será apresentado.

 

quarta-feira, 19 de junho de 2013

provérbios africanos




"O tolo têm sede no meio de água."

"Uma mentira estraga mil verdades."

"Um inimigo inteligente é melhor que um amigo estúpido."

"Quando o rato ri do gato há um buraco perto."

"Se você está construindo uma casa e um prego quebra, você deixa de construir, ou você muda o prego?

"Para quem não sabe, um jardim é uma floresta."

"É melhor ser amado do que temido."

"O machado esquece; a árvore recorda."

"O cavalo que chega cedo bebe a água boa."

"Aquele que não cultiva seu campo, morrerá de fome.

"Quando um rei tem conselheiros bons, seu reino é pacífico."

"Não chame um cachorro com um chicote em sua mão."

"Sem vingança, os males do mundo um dia ficarão extintos."

"A igualdade não é fácil, mas o superioridade é dolorosa."

"O conhecimento é como um jardim: se não for cultivado, não pode ser colhido."

"O vento não quebra uma árvore que se dobra."

"Um peixe grande é pego com isca grande."

"Um camelo não zomba da corcunda de outro camelo."

"Uma filha tola ensina a sua mãe como carregar as crianças."

"A esperança é o pilar do mundo."

"O conhecimento não é a coisa principal, mas ações."

"Não importa quanto longa seja a noite, o dia virá certamente."

"Quando a lua não está cheia, as estrelas ficam mais brilhantes."

"Não pise no rabo do cachorro, e ele não o morderá."

"O coração do homem sábio encontra-se quieto como a água límpida."

"Não chame a floresta que o abriga de selva."

"As lágrimas que descem pelo seu rosto não tiram sua visão."

"Se sua língua tranformar-se em uma faca, cortará sua boca."

"Um pouco de chuva a cada dia encherá os rios até transbordarem."

"Até que os leões tenham suas histórias, os contos de caça glorificarão sempre o caçador."

"O coração de um homem e o fundo do mar são insondáveis."

"Quem faz perguntas, não pode evitar as respostas."

"O homem é como palma-vinho: quando jovem, doce mas sem força; na velhice, forte mas áspero."

terça-feira, 4 de junho de 2013


Os perigos de uma só historia 

 Alunos e amigos, este video-conferencia é um exemplo para poder comprender o valor de nossa identidade e a defença de nossa cultura nos dia de hoje

quarta-feira, 22 de maio de 2013


 Cultura e a razão de Estado
A Identidade do Estado Angolano e o nacionalismo constitucional


João Pinto*

Colonizar é a raiz da palavra latina colere que, em português clássico, significa cultivar. Para os romanos colonizar era cultivar terras vizinhas do império (romano). O conceito de colere começou a ser entendido como emigração, descobrimento, conquista, dominação de um povo em termos económicos, políticos e culturais.
O objectivo do colonialismo como sistema resulta da subjugação de todo um povo ou povos de renunciar os seus valores culturais a fim de adoptar os valores do outro. Com a chegada dos europeus (séc. XV), cuja a instalação se verificou no séc. XVI (edificação da cidade de Luanda, então S. Paulo de Assunção por Paulo Dias de Novais), surge o interesse de impor os valores cristãos aos africanos, como religião/baptismo, nome e vestuário.
Numa primeira fase há uma relativa colaboração e reconhecimento mútuos com pactos de amizade (Ukamba) ou vassalagem para os europeus, dando todo apoio aos obedientes e neófitos.
No Kongo, Matamba e Ndongo vão surgir as resistências das elites locais. O kongo vai ter uma influência cultural de europeus aceite pelas cortes com baptismo de Nzinga Nkuvo e com o regimento de Silveira de 1512. O Ndongo vai resistir com a dinastia Ngola-a-Mbande, especialmente entre 1575/1671. Com a conquista de Mpungo a Ndongo. Diz-se que a Rainha Jinga, convertera-se ao cristianismo, tem algo de verdade, mas ela combateu sempre os portugueses até aos 75 anos de idade. Ao baptizar-se ela cumpria a diplomacia N´gola ou Ambundo: tunga né wmuijie yfua yê ou conviva com ele para que o conheças… Mwene Jinga, sempre teve práticas militares, políticas e religiosas criticadas, como a aceitação das leis “jagas” de N´Temba N´dumba, por Cavazzi e Cadornega, as suas reclamações constantes da “falta de lealdade” dos portugueses em raptarem as irmãs Kambo e Fuxi e a execução dos nobres capturados em guerras, ofendendo toda ética da nobreza. Jinga Mbande morreu aos 17 de Dezembro de 1663, com mais de oitenta anos e foi acompanhada pelo italiano Cavazzi de Montecullo, tendo como herdeira a irmã D. Bárbara, esposa de Jinga Mona que Cardonega tanto refere. Ela aceitou no último momento de sua vida a unção sacramental e aconselhou os makota ou ministros, conselheiros, em respeitarem os ditames finais, vide (Cavazzi pag.123 ss.
Há uma presença constante e interferências dos valores do outro, gerando o choque versus resistência no âmbito do poder político, com o problema da sucessão entre sobrinhos e filhos educados à portuguesa. Exploração e subjugação das elites locais por terem aderido aos valores extra comunitários, gerando revoltas e denúncias entre então amigos e actuais rebeldes, e consequente resistências e lutas e deportação ou morte aos derrotados.
O surgimento de correntes anti-portuguesas por se imiscuírem constantemente na vida cultural negro-africana, e o acelerar de alianças do Ndongo com outros conquistadores como holandeses.
As lutas de ocupação efectivam-se no século XIX com a conferência de Berlim 1884/5 e apresentação do mapa cor de rosa (figura 1) português de Angola a Moçambique e o Ultimatum inglês de 1890 que exige aos portugueses a actual configuração dos territórios de Angola e Moçambique e a prova de ocupação leva à penetração para o interior de Angola (Calvet de Magalhões 2000), ou seja, o planalto central, mais a sul, vai começar a efectivar-se nos finais do sec. XIX, dando origem às resistências do planalto com Mutu ya Kevela, Ndunduma, Mandume, este morto aos 6 de Fevereiro de 1917 em defesa do seu reino e povo em Namacunde, Kunene.

Com a morte de Mandume, o Sul vai ser o el dorado “como uma dádiva”, a violação das mulheres viúvas de notáveis ou descendentes vai ser uma prática para ocupação efectiva (René Pelessier 1968).
As políticas coloniais só vão encontrar eco de organização sistemática com o imposto do indígena através do Diploma Legislativo n.º 237 de 4 de Junho de 1931, o Acto Colonial e, posteriormente com a categorização dos angolanos entre assimilados versus indiginas nos termos do decreto 39666 de 20 de Maio de 1954, vigorou formalmente até 13 de Setembro de 1961 revogado pelo Decreto Lei n.º 43893, período convencionado como tendo dado inicio a luta armada (4 de Fevereiro) por parte dos nacionalistas. O massacre da baixa de Kassanje/Malanje no dia 4 de Janeiro de 1961, resultado de uma exigência de trabalhadores revoltados, posteriormente os ataques contra fazendeiros de origem europeia e todos que com eles convivessem, em 15 de Março de 1961. Esses actos foram as armas de combate que os angolanos utilizaram para fazerem lembrar o regime colonial português que era anacrónico e tacanho. Foi o grito dos angolanos, embora alguns actos, na época, fossem vistos como violentos e “terroristas”, mas numa análise política actual foram as armas de combate utilizadas como última alternativa. Segundo Duverger, a ditadura lusitana já sabia da nova ordem mundial pós segunda guerra. A ONU condenava o colonialismo com a resolução 1415 de 15 de Dezembro 1960.
O nacionalismo como corrente que procura congregar o conjunto de valores que servem de referencia identitária de um conjunto sócio/cultural. O nacionalismo procura os elementos simbólicos de uma comunidade almejando o ideal espiritual como a História, Arte, Filosofia, Religião e Línguas. O nacionalismo pode extravasar o espaço territorial e cultural sempre que existam elos comuns supra enunciado.
O nacionalismo surge sempre numa primeira fase associado à militância política como meio aglutinador, mas quando se afasta o adversário comum (colonizador ou dominador) é formalizado juridicamente com aquilo que é juridicamente considerado como nacionalismo constitucional(Xacobe Bastida 1998:189). Por força da cidadania fundada na igualdade, afastando deste modo discriminações fundadas na origem étnica, racial, linguísticas, económica, social e cultural. O nacionalismo militante termina com o surgimento de leis gerais e abstractas que procuram proteger todos os filhos da nação jurídico-formal atendendo sempre a consolidação da unidade nacional através de políticas sociais, económicas, culturais e educativas de inclusão do cidadão.
O nacionalismo militante pode ser perigoso e radical, porque, muitas vezes, baseia-se em critérios emotivos e restritos, gerando excessivas desconfianças em relação aos moderados ou indiferentes, eis a razão pela qual se deve desenvolver e promover a liberdade de consciência, igualdade, cidadania ou nacionalidade como resultado do pluralismo cultural.
A cidadania resulta da identidade supra enunciada, sem ela perde-se a alma, mas a identidade de um Estado é o resultado das várias identidades tornadas uma, várias histórias tornadas uma, várias línguas aglutinadas para servirem de meio de comunicação, mas optando-se por uma, várias religiões no âmbito da liberdade de consciência, várias cores ou aspectos somáticos onde releva o valor inerente a pessoa, onde a cultura é a alma de todos, exterioriza o estar e o sentir. Eis a razão da identidade constante no B. I. Angolano consignado na Lei 17/96 de 8 Novembro, que prevê o nome, filhação, idade, cor, raça1 assinatura e as impressões, ou seja, o Homem tem uma identidade. O Estado é o resultado das várias identidades, não se deve perder a história ou o ser e estar de cada um sob pena de alienação ou tornar-se outro. Mas as diferenças naturais e sociais devem garantir a dignidade da pessoa humana, segundo Locke, deve respeitar-se a dignidade da pessoa humana enquanto tal e qualquer discriminação arbitrária deve ser punida, mas a igualdade não implica uniformidade, o que importa é que se diga quem é o pai ou mãe onde nasceu e você (eye nê, watunda pi?, Kimbundo e Umbundo respectivamente). Quem somos e para onde vamos é a razão da verdade histórica, o Direito pauta comportamentos para se evitar arbitrariedade, vide artigos 2.º 18.º, 19.º e 45.º da LC e artigos 2.º e 3.º da Carta Africana dos Direitos do Homem e dos Povos ou «Carta de Banjul», aprovada pela Resolução n.º 1/91 de 19 de Janeiro, da Assembleia do Povo; 7.º ,15.º 18.º DUDH.
A igualdade entre os angolanos deve ser o timbre da angolanidade, mas a etnicidade resulta de categorização etnónima que não podemos fugir, desde que não se utilize para fomentar o racismo, tribalismo ou discriminações sociais ou culturais, económicas quer sejam por acção, quer por omissão. Ser angolano é valorar a história dos reinos bantu e não bantu aqui encontrados, bem como a herança colonial que deu origem ao multicultarismo.
Não podemos rejeitar a nossa herança identitária seja qual for a cor, religião, local de nascimento, convicção política ou filosófica. As minorias, sejam quais forem, devem ser protegidas no sentido de solidariedade e respeitarem a identidade de Angola. Pois, o natural deste País foi vendido primeiro como escravo e depois discriminado por nascer na província ou no ultramar, “é de cor, negro, branco de segunda, mulato, cabrito é africano, é assimilado, é indigina, é perguiçoso (preguisoço)” é o angolano que come funji, pirão, Kikwuanga, funbua, jinginga, calulu, cozido.
Dança kizomba, semba, tarrachinha, “kuduro” em London, New York, Lisbon, S. Paulo, Luanda, Malanje, Huambo, Kunene, Tômbua, Kabinda, N´banza Kongo, Wije, Kaxitu, Katete, Massangano, Kuvangu, Mwila, Lwena, Lunda é o Angolano ou mwangolê resulta destas histórias tornadas uma, mas que não se pode negar porque existe… A Nação, sociologicamente, resulta da “etnicidade” que por sua vez tem uma relação estreita com as línguas, religiões, histórias, mas sem prejuízo da igualdade jurídica para a construção da nação política, soberania ou Estado, evitando potenciais discriminações ou afastamento ao acesso das prorrogativas da cidadania nacional seja ela qual for, (artigos 18º da LC, 1º da DUDH, 1º da Convenção Universal Contra todas formas de discriminação racial e 3º da Carta Africana dos Direitos do Homem e dos Povos2).

COMO MELHORAR E DESENVOLVER A CONFIANÇA?

Apresento em seguida um conjunto de estratégias que aplico em alguns programas de desenvolvimento pessoal:

Adopte uma atitude positiva na vida. Nas questões do seu dia-a-dia, no seu trabalho, estudo ou lazer, deve esforçar-se para se relembrar que deverá tentar colocar-se num estado positivo (alinhado com os desejos e objectivos). Isto permite que perante algo mais difícil e aborrecido não faça auto-sabotagem e não se coloque num estado de incapacidade (um estado com menos recursos).
Evite pensamentos depreciativos. Em casa ou nos momentos de reflexão (quando está a falar para si próprio ou a pensar nas questões da vida), deve tentar tomar consciência se está a abrir o “Livro das Lamentações” ou o “Catálogo das Frustrações”… as experiências anteriores são coisas que fazem parte do passado, são os seus sentimentos a avisarem-lhe que algo de desagradável se está a passar na sua vida. Nestas situações não deverá:- Pensar que é a pior pessoa do mundo
- Que não tem valor nenhum como pessoa
- Que os outros são melhores e têm uma vida melhor
- Que as coisas nunca irão melhorar
- Ter pena de si
- Pensar nos seus insucessos e achar que é um falhado
- Todos estes tipos de pensamentos são “PROIBIDOS”
Construa o seu livro motivacional. Arranje formas de se auto-motivar para alcançar aquilo que deseja. Não abra o “livro das lamentações”, esse livro neste momento é proibido. Olhe para a solução das coisas, veja a melhor maneira de ultrapassar as dificuldades. Tente perceber qual é o seu melhor estado para fazer as coisas de uma forma motivada: o que pensa, diz e imagina para si, para se sentir com mais vontade e energia? Tente perceber isso. Depois reproduza isso o maior número de vezes possível. Deve escolher um conjunto de afirmações que estejam alinhadas com aquilo que pretende melhorar ou que gostaria de conseguir atingir. Deverá então mentalmente ler o seu “Livro Motivacional”, e falar de forma construtiva e assertiva consigo próprio:- Eu quero melhorar
- Quero ter uma visão positiva da vida
- Quero ser bem-sucedido
- Quero ter bons relacionamentos
- Vou acreditar em mim
- Vou valorizar-me
Desenvolva o processo passo a passo. Deve começar este processo passo a passo com muita calma, é possível que por vezes o seu humor seja afectado e diminua – perante esta situação tem de ter muito cuidado e não deverá confundir-se com o seu “mau humor”. Aceite-o, mas não deve concluir que está a ter os pensamentos que sempre teve, ou a piorar, ou que afinal não vale a pena o processo de auto-ajuda que está a fazer (consigo mesmo). Isto é o seu problema a manifestar-se (insegurança) ….Está a pedir a sua atenção…e deve dar-lha, mas pelo lado construtivo, lembrando-se que é você que tem de escrever o seu guião, que é você que tem de realizar o filme da sua vida e produzi-lo. Tem de trabalhar na sua motivação e atitude (mesmo que no início isso exija algum esforço).
Aprecie as coisas boas na sua vida. Todos nós mesmo nos momentos mais frágeis da nossa vida, possuímos coisas que ainda nos fazem sentir bem e que nos permitem olharmos para elas como uma fonte de motivação e orgulho. Provavelmente ainda tem aquele amigo que lhe quer bem, que o ajuda nos momentos críticos. Consegue ser autónomo na sua vida, se não consegue tem pelo menos alguém que a ajuda, se não tem ninguém que a ajuda, tem pelo menos forma de a procurar. Ainda que possam ser poucas coisas, foque-se naquela que percebe como sendo uma mais-valia e desconformes a ideia de que tudo é mau.
Aprecie as pequenas conquistas. Pouco a pouco vá olhando para as pequenas conquistas que fez, para as coisas boas que tem na vida e sobretudo para aquelas que quer vir a alcançar. Você consegue, se escolher fazer coisas para alcançar os resultados desejados.
Comece bem o seu dia. Antes de se deitar, deseje acordar bem-disposto. Nós temos a capacidade de mudarmos algumas coisas em nós. As nossas atitudes, humores, e forma de ver a vida não são fixas. Devido à plasticidade cerebral que possuímos enquanto seres humanos, podemos sempre por força da vontade reprogramar, comportamentos que sabemos serem mais valiosos e mais facilitadores para a nossa vida. Acordar mal-humorado não é certamente algo muito enriquecedor. Você será capaz de ir implementando isso pouco a pouco. Lembre-se que tem controlo sobre os seus pensamentos, quer tenha consciência ou não, é você que decide se quer acordar bem-disposto ou mal disposto: O que é que irá fazer?
Organize o seu dia mentalmente. Veja-se a chegar com uma boa atitude ao trabalho ou local de estudo, pense que irá cumprimentar as pessoas com um sorriso, mas que não vai ser forçado, mas sim porque é uma coisa que você quer que passe a acontecer, você deseja isso, pretende ser assim. Ser simpático e querer-se ser simpático é uma mais-valia na nossa vida, é uma virtude que deveremos trabalhar. Veja-se a conseguir resolver as coisas de forma construtiva, olhe para si como alguém que é capaz de sair de casa e ir à luta.
Aceita o seu estado actual. O fato de neste momento estar a fazer algumas coisas que não são as ideais, de não se sentir tão seguro com deseja, ou não ter tanta convicção nas suas acções, não significa que não as aceite (e também não fazem de si uma pessoa com menos valor), aquilo que se propuser a fazer neste momento, é uma via para vir a alcançar aquilo que pretende, logo é uma coisa boa, deve valorizar essa sua atitude e capacidade.
Aceite o seu momento emocional menos bom. O fato de por vezes se sentir mal emocionalmente, não faz de si uma pessoa triste, desmotivada e desesperançada. Todos nós passamos por momentos difíceis na vida. Não faz de nós pessoas menos capazes ou com menos valor e muito menos “miseráveis.
Leve em consideração que pode melhorar. Ao querer autoajudar-se, está a dar o primeiro passo para a sua melhoria. Por vezes as contrariedades da vida permitem-nos aprender outras formas de encarar a vida e preparar-nos para as adversidades. Veja o lado positivo, está a trabalhar para ultrapassar um momento menos bom da sua vida, e está a conseguir aos poucos. Esta sensação de estar a ajudar-se a si mesmo por certo lhe transmitirá um sentimento de capacidade e consequentemente de melhoria da sua confiança.
Mantenha-se firme na sua motivação. No caminho da melhoria existem sempre alguns momentos menos bons, não se deixe abater por isso. É normal ficar um pouco mais em baixo, com menos vontade (como qualquer outra pessoa) não se deixe confundir ao ponto de pensar que pode estar a piorar. Mantenha-se confiante que está no bom caminho, e que em algumas situações de vida já consegue ter uma atitude mais positiva, melhor humorada e mais construtiva. Continue assim.
Mude de canal. Quando perceber que está a ter pensamentos depreciativos, mude de canal, como se tivesse a mudar a estação de rádio do seu carro. Habitua-se a fazer isto. Todos nós fazemos isso quando algumas coisas nos chateiam e sabemos que não vão ter grande importância no futuro. Mudamos de canal, pensamos noutras coisas ou decidimos não dar atenção a aquela situação ou pensamento.
Sinta o seu corpo. Perceba quando o seu corpo está relaxado e descontraído que se sente melhor (registe essa sensação) e quando estiver numa situação de ansiedade ou mais desesperado e incapaz, tente recordar-se dessa sensação, tente reproduzir essa sensação de bem-estar no teu corpo. Isto irá ajudá-lo a não ficar num estado de alerta e consequentemente permite-lhe organizar os seus pensamentos.
Cuide de si e seja “vaidoso”. O ato de cuidar de nós, só por si revela o apreço e a dedicação que temos por nós mesmos. Indirectamente estão a dizer que vale a pena ter atenção a nós, que existem coisas que gostamos de fazer, que gostamos de nos sentir de determinada forma, pois isso faz-nos sentir bem. E sentir bem é uma coisa boa, por isso não se esqueça de cuidar de si. Não se esqueças de si mesmo. Faça coisas de que gosta, que lhe dêem prazer e bem-estar. Uma boa refeição, um chocolate, um passeio ao luar, um banho de emersão. Qualquer coisa de que goste, faça isso, coloque isso na sua agenda e faça. Faça isso de forma programada, diga a si mesmo, “agora vou fazer isto que tanto gosto e me dá prazer.”

A psicologia positiva ocupa-se da promoção das forças e virtudes existentes em cada individuo, relegando para segundo plano o modelo de interacção meramente psicopatológico que observa as pessoas através das lentes do modelo da doença ou do problema. De acordo com esta abordagem, acredito que cada um de nós independentemente das vicissitudes da vida, podemos sempre escolher focar-nos naquilo que temos de melhor, ou que ainda nos resta. Fugir à vitimização, aceitar os maus momentos e acreditar que munidos das nossas melhores capacidades e virtudes conseguiremos minimizar as contrariedades e vencer os obstáculos.

Força para você.

quarta-feira, 15 de maio de 2013

Os reinos de angola


Os reinos de angola 

De acordo com o mapa dos reinos históricos de Angola ( instituto de investigação do povo Bantu ),o reino do Kongo englobava as provincias do Záire, do Uíge, a maioria da província do Béngo e do Kuanza Norte, bem como a parte norte da província de Malánje.
O reino do Kongo era o maior de Angola, pois grande parte de Angola pertencia ao reino do Kongo, porém o nordeste de Angola pertencia ao império Nlúnda .
Os reinos de Matámba e Ndóngo,englobava parte das províncias de Malánje,do Béngo e quase toda a província do Kuánza Súl , com exeção do reino de Kisamã, que situava-se na parte costeira do Kuánza Sul.
Os reinos do planálto eram : Manba, Sánga, Ndálu, Bailúndo, Tchisángê, Ngánda, Tchiáka, Huámbo e Bié, totalizando nove impérios, só na grande área do planalto, porém o reino de Kasánje englobava parte da provincia do Bié, a baixada da atual Kasánje e a parte ocidental de Lunda Norte, causando grandes batalhas entre os reinos de Bié e Kasánje, pois o rei de Bié dizia ser dele aquelas terra , enquanto o rei de Kasánje dizia o mesmo.
Os reinos Tchokwe era o império Nlunda, que englobava a província de Lúnda Norte e parte de Lúnda Súl .
Os reinos do sudoeste eram: Músô, Huíla, Mulúndo, Helelos, Tchípúngo, Tchíwémba, Nagámbwe e Ambós .
O reino de Kabínda correspondia aproximadamente ao atual território de Kabínda . A maioria destes vinte e cinco reinos, foram extintos durante o século XVI. Existem provas documentadas que, comprovam que muitos desses impérios foram erguidos ou construídos, antes da hera cristã. Ainda hoje existem alguns desses reinos no país de Angola que são conservados pelo patrimônio histórico.
Com relação as Divindades Bantu, Matamba por exemplo, reinou ao norte do País de Angola. Ndandalunda ou Dandalunda , reinava em área diferente (Nordeste de Angola), Nkosi era do reinado do Kongo e assim por diante, portanto os nossos Minkisi e Jinkísi, eram do mesmo país porém de localidades diferentes e ainda nos dias atuais, essas Divindades, são cultuadas nas suas próprias Localidades, que é bem diferente do culto que práticamos no Brasil, pois aqui cultuamos todos juntos, em um mesmo templo.
Foi essa forma, que nossos antigos sacerdotes, encontraram para que nossa cultura e tradição religiosa sobrevivesse a todas as injustiças e preconceitos impostos ao nosso povo religioso, antigamente no Brasil.
OBS: Os vinte e cinco reinos citados, foram os que sobreviveram por mais tempo, pois existiam um número de quarenta e seis reinos que faziam parte do País de Angola.


segunda-feira, 29 de abril de 2013



 
GEOGRAFIA HUMANA DA ÁFRICA 



A África é o berço da humanidade e de lá vêm de todas as espécies de seres humanos que têm vindo a expandir para o resto dos continentes, incluindo a nossa: Homo sapiens sapiens.
No Sul e parte sul do continente africano, os habitantes são da raça negra, pertencentes a diferentes ramos (bosquímanos, Bantos, sudaneses, pigmeus etc.).
As estimativas de população não são precisas, devido ao grande número obsoleto dos recenseamentos nacionais. Estima-se no entanto vivendo em não menos do que 800 milhões pessoas de África.
África é dominada pela raça negra, cerca de 80% da população total, com exceção da faixa costeira do Mediterrâneo, onde são a maioria, embora não exclusiva, humanos tipos arabo-bereberes e caucasóide Mediterrâneo. Entre o Trópico de Capricórnio e o Trópico de câncer, a população é predominantemente negra e tende a ser sub-dividida em quatro grupos principais, embora eles sempre existiram em áreas de fronteira entre esses grupos mais ou menos misturados povos em todas as suas combinações. Estes principais grupos são sudaneses (Sahel e países no Golfo da Guiné), nilotico, (Nilo, do Sudão aos grandes lagos), cusita (etíope maciço e Corno de África) e bantu, sendo a mais difundida, uma vez que ocupa toda a área do cinto floresta equatorial. Também é um tipo misto, com dois tipos uma vez generalizados (minoria de hoje) o twa e outros maus chamados pigmeu, moradores da floresta e grupos kung-san, mal conhecido como bosquímanos, das zonas áridas do fim do Sul.
Imigrantes de origem francesa são definidas fora no Magrebe e com moderação nas principais cidades da África Ocidental, de origem espanhola habitam Marrocos e Saara Ocidental, enquanto em Angola e algumas cidades costeiras da África Ocidental, há um número de minorias de grupos mistos de origem africano-portugues. Na África do Sul, há uma quantidade significativa (6 milhões) de brancos africanos ou afrikaaners, descendentes de holandeses e ingleses.
A maioria dos africanos manter um estilo de vida rural, mas a urbanização aumenta porque as pessoas sair do campo para encontrar trabalho nas cidades. As maiores densidades de população são encontradas onde a água é mais acessível, como no Vale do Nilo, as costas do Norte e oeste, ao longo do Níger, as regiões montanhosas da África do Sul e Oriental.
A cultura tradicional dos povos da África é adaptada ao ambiente em que vivem. No entanto, colonização, conhecimento da cultura europeia e o impacto do capitalismo ocidental, foram aculturados para estes povos longe de seus modos de vida tradicionais e tornando-os nas aldeias subdesenvolvidas e sem recursos, onde a fome e a pobreza são comuns.
Características da população
Na África, as características da população e expectativa de vida variam de acordo com as condições. No norte de África ou Subsaariana, a maioria de seus habitantes é adultos e superar a população jovem, embora não um progressivo envelhecimento. Na África Subsaariana, a maioria de seus habitantes é jovens, embora nas últimas décadas, tem havido um crescimento na população adulta e um progressivo envelhecimento. Isso ocorre principalmente em países como Etiópia e Somália, na África do Sul também experimentaram um crescimento no adulto de população mas o envelhecimento não é tão comum. Mais preocupante nesta região do continente é a persistência de crises alimentares recorrentes.
População por sexo
População por sexo varia no continente, ao sul do Saara, também conhecido como negro África dominada por pessoas do sexo feminino, exceto em países como Angola, Moçambique, Etiópia, Somália e Djibuti, entre outros. Por outro lado, pessoas do sexo masculino, exceto Marrocos, Saara Ocidental, Mauritânia e Chad predominam na maioria dos países do norte da África.
Religião
A maioria do continente professa religiões tradicionais africanas, dentro do grupo vago conhecido como animista. Isso significa que eles acreditam que os espíritos habitam objetos animados ou inanimados. Isso também tende a persistir, sob o pretexto de universalista Islã e Cristianismo, religiões. Há também crentes do rastafarianismo.
O Islã tem uma presença chave no norte e proeminente no Saara, Sahel, África Ocidental e África Oriental. Cristianismo monofisista, embora mais antigo do que o Islã, permaneceu confinado à Etiópia. Do século XX o catolicismo e protestantismo vão adquirir uma importância crescente.
No entanto, Islã e cristianismo estão na África, com sincretismo mais ou menos sectarizados como o kimbanguismo ou Igreja "Compromisso com a vida", que persistem e se multiplicam graças a força implícita nos conceitos das religiões tradicionais. Religiões tradicionais africanas têm uma presença notável na América, especialmente o vodu no Haiti, a religião yoruba e as religiões do antigo Reino do Congo, no Caribe e no Brasil principalmente.
Há também uma minoria Hindu.
Idiomas
Os mais antigos grupos de linguagem humana, são dadas África é o berço de dois dos ramos que deram origem à maior variação: línguas africanas e o grupo de Línguas nigero-congolesas. Uma característica notável são as "línguas clique" de kung, que é suspeito de ser o tronco principal que se originam todas as línguas faladas no mundo.
As línguas mais difundidas, com mais de 120 milhões de falantes, são árabe, Swahili e hausa, Frank faladas por diferentes grupos culturais. Estas seguiram em número de falantes de diversas línguas de origem européia: Inglês, francês e Português, geralmente usado pelas administrações pós-coloniais e as classes urbanas. Em seguida, há um grupo de cerca de 20 línguas étnicas com entre 1 e 20 milhões de falantes como: (de norte a sul) o wolof, Mande, ewe, fon, yoruba, igbo, lingala, shona, Tswana, malgaxe, etc de xosa,. Outros idiomas minoritários são afrikaans e o espanhol, de origem européia, e outros locais como berbere. Finalmente, existem dezenas de línguas faladas por menos de 100 mil pessoas.
As línguas oficiais e de africanas em seus respectivos Estados são: amárico, falado na Etiópia, Somália, na Somália, Swahili no Quênia e na Tanzânia, o Tswana, de Botswana, o africâner na África do Sul e na Namíbia (juntamente com o inglês) e o malgaxe na República de Madagáscar (junto com o francês).

segunda-feira, 9 de maio de 2011

bemvido a blogger de Félix Ramos


10 Pequenas, mas valiosas dicais, para seu trabalho em equipa.



 São conselhos que deixei de seguir uma vez, e aprendi com meu erro da pior maneira possível:



Dica 1 – Tenha paciência

Muitas vezes é difícil conciliar opiniões diversas, principalmente quando se está em grupo. Dessa forma é muito importante que você tenha a devida paciências. Procure sempre mostrar os seus pontos de vista com moderação e ouça o que os outros têm a dizer, mesmo que não esteja de acordo com as suas opiniões.

Dica 2 – Aceite sempre as ideias das outras pessoas

Nem sempre é fácil aceitar novas ideias ou admitir em público que não temos razão, mas é importante saber reconhecer que a ideia de um colega pode ser muito melhor do que a nossa. Afinal de contas, mais importante do que o nosso orgulho é o objectivo comum que o grupo pretende alcançar.

Dica 3 – Nunca critique seus colegas

Quando surgirem conflitos entre os colegas de grupo, é de vital importância não deixar que isso interfira no trabalho em equipa. Avalie as colocações do colega, com isenção total sobre suas impressões de carácter. Pode criticar (de forma construtiva) as ideias, nunca a pessoa.

Dica 4 – Saiba como dividir

Entenda que é muito importante dividir tarefas quando se trabalha em equipa. Não parta do princípio que é o único que pode e sabe realizar uma determinada tarefa. Delegar, compartilhar responsabilidades e informação é fundamental.

Dica 5 – Não deixe de trabalhar, colaborar

Não é por trabalhar em equipa que você precisa esquecer de suas obrigações. Lembre-se que dividir as tarefas é uma coisa, deixar de trabalhar é outra completamente diferente. Colabore.

Dica 6 – Mantenha uma postura participativa e solidária

Procure dar o seu melhor e ajudar os colegas, sempre que seja necessário. Da mesma forma, não se sinta constrangido quando precisar pedir ajuda à alguém da equipe.

Dica 7 – Mantenha o diálogo, sempre

Quando se sentir desconfortável com alguma situação ou função que tenha- lhe sido atribuída, é importante explicar o problema para que seja possível achar uma solução que agrade a todos.

Dica 8 – Planejamento é essencial

Quando existem várias pessoas trabalhando em conjunto, a tendência natural é que se dispersem. O planejamento e a organização são primordiais para que o trabalho em equipa seja eficiente e eficaz. O importante é fazer o balanço entre as metas a que o grupo se propôs e o que conseguiu alcançar no tempo previsto.

Dica 9 – Cuidado com o pensamento colectivo

Quando tudo já foi conversado e todas as decisões tomadas, é muito comum que um grupo coeso e homogéneo se torne resistente à mudanças e ignore outras opiniões. Quando isso ocorrer, o grupo deve ouvir opiniões externas e aceitar a ideia de que pode errar.

Dica 10 – Aproveite e divirta-se

No final de tudo, trabalhar em equipa pode ser uma excelente oportunidade de aprender com seus colegas e conviver mais próximo a eles. Todos ganham com a experiência.

Boa sorte!

Félix Ramos