O blogger de Felix Ramos
sexta-feira, 20 de março de 2015
quarta-feira, 19 de junho de 2013
provérbios africanos
"O tolo têm sede no meio de água."
"Uma mentira estraga mil verdades."
"Um inimigo inteligente é melhor que um amigo estúpido."
"Quando o rato ri do gato há um buraco perto."
"Se você está construindo uma casa e um prego quebra, você deixa de construir, ou você muda o prego?
"Para quem não sabe, um jardim é uma floresta."
"É melhor ser amado do que temido."
"O machado esquece; a árvore recorda."
"O cavalo que chega cedo bebe a água boa."
"Aquele que não cultiva seu campo, morrerá de fome.
"Quando um rei tem conselheiros bons, seu reino é pacífico."
"Não chame um cachorro com um chicote em sua mão."
"Sem vingança, os males do mundo um dia ficarão extintos."
"A igualdade não é fácil, mas o superioridade é dolorosa."
"O conhecimento é como um jardim: se não for cultivado, não pode ser colhido."
"O vento não quebra uma árvore que se dobra."
"Um peixe grande é pego com isca grande."
"Um camelo não zomba da corcunda de outro camelo."
"Uma filha tola ensina a sua mãe como carregar as crianças."
"A esperança é o pilar do mundo."
"O conhecimento não é a coisa principal, mas ações."
"Não importa quanto longa seja a noite, o dia virá certamente."
"Quando a lua não está cheia, as estrelas ficam mais brilhantes."
"Não pise no rabo do cachorro, e ele não o morderá."
"O coração do homem sábio encontra-se quieto como a água límpida."
"Não chame a floresta que o abriga de selva."
"As lágrimas que descem pelo seu rosto não tiram sua visão."
"Se sua língua tranformar-se em uma faca, cortará sua boca."
"Um pouco de chuva a cada dia encherá os rios até transbordarem."
"Até que os leões tenham suas histórias, os contos de caça glorificarão sempre o caçador."
"O coração de um homem e o fundo do mar são insondáveis."
"Quem faz perguntas, não pode evitar as respostas."
"O homem é como palma-vinho: quando jovem, doce mas sem força; na velhice, forte mas áspero."
terça-feira, 4 de junho de 2013
quarta-feira, 22 de maio de 2013
Cultura e a razão de Estado
A Identidade do Estado Angolano e o nacionalismo constitucional
João
Pinto*
Colonizar
é a raiz da palavra latina colere que, em português clássico, significa
cultivar. Para os romanos colonizar era cultivar terras vizinhas do império
(romano). O conceito de colere começou a ser entendido como emigração,
descobrimento, conquista, dominação de um povo em termos económicos, políticos
e culturais.
O
objectivo do colonialismo como sistema resulta da subjugação de todo um povo ou
povos de renunciar os seus valores culturais a fim de adoptar os valores do
outro. Com a chegada dos europeus (séc. XV), cuja a instalação se verificou no
séc. XVI (edificação da cidade de Luanda, então S. Paulo de Assunção por Paulo
Dias de Novais), surge o interesse de impor os valores cristãos aos africanos,
como religião/baptismo, nome e vestuário.
Numa
primeira fase há uma relativa colaboração e reconhecimento mútuos com pactos de
amizade (Ukamba) ou vassalagem para os europeus, dando todo apoio aos
obedientes e neófitos.
No Kongo,
Matamba e Ndongo vão surgir as resistências das elites locais. O kongo
vai ter uma influência cultural de europeus aceite pelas cortes com
baptismo de Nzinga Nkuvo e com o regimento de Silveira de 1512. O Ndongo
vai resistir com a dinastia Ngola-a-Mbande, especialmente entre
1575/1671. Com a conquista de Mpungo a Ndongo. Diz-se que a Rainha Jinga,
convertera-se ao cristianismo, tem algo de verdade, mas ela combateu sempre os
portugueses até aos 75 anos de idade. Ao baptizar-se ela cumpria a diplomacia
N´gola ou Ambundo: tunga né wmuijie yfua yê ou conviva com ele para que o
conheças… Mwene Jinga, sempre teve práticas militares, políticas e religiosas
criticadas, como a aceitação das leis “jagas” de N´Temba N´dumba, por Cavazzi e
Cadornega, as suas reclamações constantes da “falta de lealdade” dos
portugueses em raptarem as irmãs Kambo e Fuxi e a execução dos nobres capturados
em guerras, ofendendo toda ética da nobreza. Jinga Mbande morreu aos 17 de
Dezembro de 1663, com mais de oitenta anos e foi acompanhada pelo italiano
Cavazzi de Montecullo, tendo como herdeira a irmã D. Bárbara, esposa de Jinga
Mona que Cardonega tanto refere. Ela aceitou no último momento de sua vida a
unção sacramental e aconselhou os makota ou ministros, conselheiros, em
respeitarem os ditames finais, vide (Cavazzi pag.123 ss.
Há
uma presença constante e interferências dos valores do outro, gerando o choque
versus resistência no âmbito do poder político, com o problema da sucessão
entre sobrinhos e filhos educados à portuguesa. Exploração e subjugação das
elites locais por terem aderido aos valores extra comunitários, gerando
revoltas e denúncias entre então amigos e actuais rebeldes, e consequente
resistências e lutas e deportação ou morte aos derrotados.
O
surgimento de correntes anti-portuguesas por se imiscuírem constantemente na
vida cultural negro-africana, e o acelerar de alianças do Ndongo com outros
conquistadores como holandeses.
As
lutas de ocupação efectivam-se no século XIX com a conferência de Berlim 1884/5
e apresentação do mapa cor de rosa (figura 1) português de Angola a Moçambique
e o Ultimatum inglês de 1890 que exige aos portugueses a actual
configuração dos territórios de Angola e Moçambique e a prova de ocupação leva
à penetração para o interior de Angola (Calvet de Magalhões 2000), ou seja, o
planalto central, mais a sul, vai
começar a efectivar-se nos finais do sec. XIX, dando origem às resistências do
planalto com Mutu ya Kevela, Ndunduma, Mandume, este morto aos 6 de Fevereiro
de 1917 em defesa do seu reino e povo em Namacunde, Kunene.
Com a morte de
Mandume, o Sul vai ser o el dorado “como uma dádiva”, a violação das
mulheres viúvas de notáveis ou descendentes vai ser uma prática para ocupação
efectiva (René Pelessier 1968).
As políticas
coloniais só vão encontrar eco de organização sistemática com o imposto do
indígena através do Diploma Legislativo n.º 237 de 4 de Junho de 1931, o Acto
Colonial e, posteriormente com a categorização dos angolanos entre assimilados
versus indiginas nos termos do decreto 39666 de 20 de Maio de 1954, vigorou
formalmente até 13 de Setembro de 1961 revogado pelo Decreto Lei n.º 43893,
período convencionado como tendo dado inicio a luta armada (4 de Fevereiro) por
parte dos nacionalistas. O massacre da baixa de Kassanje/Malanje no dia 4 de
Janeiro de 1961, resultado de uma exigência de trabalhadores revoltados,
posteriormente os ataques contra fazendeiros de origem europeia e todos que com
eles convivessem, em 15 de Março de 1961. Esses actos foram as armas de combate
que os angolanos utilizaram para fazerem lembrar o regime colonial português
que era anacrónico e tacanho. Foi o grito dos angolanos, embora alguns actos,
na época, fossem vistos como violentos e “terroristas”, mas numa análise
política actual foram as armas de combate utilizadas como última alternativa.
Segundo Duverger, a ditadura lusitana já sabia da nova ordem mundial pós
segunda guerra. A ONU condenava o colonialismo com a resolução 1415 de 15 de
Dezembro 1960.
O nacionalismo
como corrente que procura congregar o conjunto de valores que servem de
referencia identitária de um conjunto sócio/cultural. O nacionalismo procura os elementos
simbólicos de uma comunidade almejando o ideal espiritual como a História,
Arte, Filosofia, Religião e Línguas. O nacionalismo pode extravasar o espaço
territorial e cultural sempre que existam elos comuns supra enunciado.
O nacionalismo
surge sempre numa primeira fase associado à militância política como meio
aglutinador, mas quando se afasta o adversário comum (colonizador ou dominador)
é formalizado juridicamente com aquilo que é juridicamente considerado como
nacionalismo constitucional(Xacobe Bastida 1998:189). Por força da cidadania
fundada na igualdade, afastando deste modo discriminações fundadas na origem
étnica, racial, linguísticas, económica, social e cultural. O nacionalismo
militante termina com o surgimento de leis gerais e abstractas que procuram
proteger todos os filhos da nação jurídico-formal atendendo sempre a
consolidação da unidade nacional através de políticas sociais, económicas,
culturais e educativas de inclusão do cidadão.
O nacionalismo
militante pode ser perigoso e radical, porque, muitas vezes, baseia-se em
critérios emotivos e restritos, gerando excessivas desconfianças em relação aos
moderados ou indiferentes, eis a razão pela qual se deve desenvolver e promover
a liberdade de consciência, igualdade, cidadania ou nacionalidade como
resultado do pluralismo cultural.
A cidadania
resulta da identidade supra enunciada, sem ela perde-se a alma, mas a
identidade de um Estado é o resultado das várias identidades tornadas uma,
várias histórias tornadas uma, várias línguas aglutinadas para servirem de meio
de comunicação, mas optando-se por uma, várias religiões no âmbito da liberdade
de consciência, várias cores ou aspectos somáticos onde releva o valor inerente
a pessoa, onde a cultura é a alma de todos, exterioriza o estar e o sentir. Eis
a razão da identidade constante no B. I. Angolano consignado na Lei 17/96 de 8
Novembro, que prevê o nome, filhação, idade, cor, raça1 assinatura e as
impressões, ou seja, o Homem tem uma identidade. O Estado é o resultado das
várias identidades, não se deve perder a história ou o ser e estar de cada um
sob pena de alienação ou tornar-se outro. Mas as diferenças naturais e sociais
devem garantir a dignidade da pessoa humana, segundo Locke, deve respeitar-se a
dignidade da pessoa humana enquanto tal e qualquer discriminação arbitrária
deve ser punida, mas a igualdade não implica uniformidade, o que importa é que
se diga quem é o pai ou mãe onde nasceu e você (eye nê, watunda pi?, Kimbundo e
Umbundo respectivamente). Quem somos e para onde vamos é a razão da verdade
histórica, o Direito pauta comportamentos para se evitar arbitrariedade, vide
artigos 2.º 18.º, 19.º e 45.º da LC e artigos 2.º e 3.º da Carta Africana dos
Direitos do Homem e dos Povos ou «Carta de Banjul», aprovada pela Resolução n.º
1/91 de 19 de Janeiro, da Assembleia do Povo; 7.º ,15.º 18.º DUDH.
A igualdade
entre os angolanos deve ser o timbre da angolanidade, mas a etnicidade resulta
de categorização etnónima que não podemos fugir, desde que não se utilize para
fomentar o racismo, tribalismo ou discriminações sociais ou culturais,
económicas quer sejam por acção, quer por omissão. Ser angolano é valorar a
história dos reinos bantu e não bantu aqui encontrados, bem como a herança
colonial que deu origem ao multicultarismo.
Não podemos
rejeitar a nossa herança identitária seja qual for a cor, religião, local de
nascimento, convicção política ou filosófica. As minorias, sejam quais forem,
devem ser protegidas no sentido de solidariedade e respeitarem a identidade de
Angola. Pois, o natural
deste País foi vendido primeiro como escravo e depois discriminado por nascer
na província ou no ultramar, “é de cor, negro, branco de segunda, mulato,
cabrito é africano, é assimilado, é indigina, é perguiçoso (preguisoço)”
é o angolano que come funji, pirão, Kikwuanga, funbua, jinginga, calulu,
cozido.
Dança kizomba, semba, tarrachinha, “kuduro” em
London, New York, Lisbon, S. Paulo, Luanda, Malanje, Huambo, Kunene, Tômbua,
Kabinda, N´banza Kongo, Wije, Kaxitu, Katete, Massangano, Kuvangu, Mwila,
Lwena, Lunda é o Angolano ou mwangolê resulta destas histórias tornadas uma,
mas que não se pode negar porque existe… A Nação, sociologicamente,
resulta da “etnicidade” que por sua vez tem uma relação estreita com as
línguas, religiões, histórias, mas sem prejuízo da igualdade jurídica para a
construção da nação política, soberania ou Estado, evitando potenciais
discriminações ou afastamento ao acesso das prorrogativas da cidadania nacional
seja ela qual for, (artigos 18º da LC, 1º da DUDH, 1º da Convenção Universal
Contra todas formas de discriminação racial e 3º da Carta Africana dos Direitos
do Homem e dos Povos2).
COMO MELHORAR E
DESENVOLVER A CONFIANÇA?
Apresento em seguida um conjunto de estratégias que aplico
em alguns programas de desenvolvimento pessoal:
■Adopte uma atitude
positiva na vida. Nas questões do seu dia-a-dia, no seu trabalho, estudo ou
lazer, deve esforçar-se para se relembrar que deverá tentar colocar-se num
estado positivo (alinhado com os desejos e objectivos). Isto permite que
perante algo mais difícil e aborrecido não faça auto-sabotagem e não se coloque
num estado de incapacidade (um estado com menos recursos).
■Evite pensamentos
depreciativos. Em casa ou nos momentos de reflexão (quando está a falar
para si próprio ou a pensar nas questões da vida), deve tentar tomar
consciência se está a abrir o “Livro das Lamentações” ou o “Catálogo das
Frustrações”… as experiências anteriores são coisas que fazem parte do passado,
são os seus sentimentos a avisarem-lhe que algo de desagradável se está a
passar na sua vida. Nestas situações não deverá:- Pensar que é a pior pessoa do
mundo
- Que não tem valor nenhum como pessoa
- Que os outros são melhores e têm uma vida melhor
- Que as coisas nunca irão melhorar
- Ter pena de si
- Pensar nos seus insucessos e achar que é um falhado
- Todos estes tipos de pensamentos são “PROIBIDOS”
■Construa o seu livro
motivacional. Arranje formas de se auto-motivar para alcançar aquilo que
deseja. Não abra o “livro das lamentações”, esse livro neste momento é
proibido. Olhe para a solução das coisas, veja a melhor maneira de ultrapassar
as dificuldades. Tente perceber qual é o seu melhor estado para fazer as coisas
de uma forma motivada: o que pensa, diz e imagina para si, para se sentir com
mais vontade e energia? Tente perceber isso. Depois reproduza isso o maior
número de vezes possível. Deve escolher um conjunto de afirmações que estejam
alinhadas com aquilo que pretende melhorar ou que gostaria de conseguir
atingir. Deverá então mentalmente ler o seu “Livro Motivacional”, e falar de
forma construtiva e assertiva consigo próprio:- Eu quero melhorar
- Quero ter uma visão positiva da vida
- Quero ser bem-sucedido
- Quero ter bons relacionamentos
- Vou acreditar em mim
- Vou valorizar-me
■Desenvolva o
processo passo a passo. Deve começar este processo passo a passo com muita
calma, é possível que por vezes o seu humor seja afectado e diminua – perante
esta situação tem de ter muito cuidado e não deverá confundir-se com o seu “mau
humor”. Aceite-o, mas não deve concluir que está a ter os pensamentos que
sempre teve, ou a piorar, ou que afinal não vale a pena o processo de
auto-ajuda que está a fazer (consigo mesmo). Isto é o seu problema a
manifestar-se (insegurança) ….Está a pedir a sua atenção…e deve dar-lha, mas
pelo lado construtivo, lembrando-se que é você que tem de escrever o seu guião,
que é você que tem de realizar o filme da sua vida e produzi-lo. Tem de
trabalhar na sua motivação e atitude (mesmo que no início isso exija algum
esforço).
■Aprecie as coisas
boas na sua vida. Todos nós mesmo nos momentos mais frágeis da nossa vida,
possuímos coisas que ainda nos fazem sentir bem e que nos permitem olharmos
para elas como uma fonte de motivação e orgulho. Provavelmente ainda tem aquele
amigo que lhe quer bem, que o ajuda nos momentos críticos. Consegue ser
autónomo na sua vida, se não consegue tem pelo menos alguém que a ajuda, se não
tem ninguém que a ajuda, tem pelo menos forma de a procurar. Ainda que possam
ser poucas coisas, foque-se naquela que percebe como sendo uma mais-valia e
desconformes a ideia de que tudo é mau.
■Aprecie as pequenas
conquistas. Pouco a pouco vá olhando para as pequenas conquistas que fez,
para as coisas boas que tem na vida e sobretudo para aquelas que quer vir a
alcançar. Você consegue, se escolher fazer coisas para alcançar os resultados
desejados.
■Comece bem o seu
dia. Antes de se deitar, deseje acordar bem-disposto. Nós temos a
capacidade de mudarmos algumas coisas em nós. As nossas atitudes, humores, e
forma de ver a vida não são fixas. Devido à plasticidade cerebral que possuímos
enquanto seres humanos, podemos sempre por força da vontade reprogramar,
comportamentos que sabemos serem mais valiosos e mais facilitadores para a
nossa vida. Acordar mal-humorado não é certamente algo muito enriquecedor. Você
será capaz de ir implementando isso pouco a pouco. Lembre-se que tem controlo
sobre os seus pensamentos, quer tenha consciência ou não, é você que decide se
quer acordar bem-disposto ou mal disposto: O que é que irá fazer?
■Organize o seu dia
mentalmente. Veja-se a chegar com uma boa atitude ao trabalho ou local de
estudo, pense que irá cumprimentar as pessoas com um sorriso, mas que não vai
ser forçado, mas sim porque é uma coisa que você quer que passe a acontecer,
você deseja isso, pretende ser assim. Ser simpático e querer-se ser simpático é
uma mais-valia na nossa vida, é uma virtude que deveremos trabalhar. Veja-se a
conseguir resolver as coisas de forma construtiva, olhe para si como alguém que
é capaz de sair de casa e ir à luta.
■Aceita o seu estado
actual. O fato de neste momento estar a fazer algumas coisas que não são as
ideais, de não se sentir tão seguro com deseja, ou não ter tanta convicção nas
suas acções, não significa que não as aceite (e também não fazem de si uma
pessoa com menos valor), aquilo que se propuser a fazer neste momento, é uma
via para vir a alcançar aquilo que pretende, logo é uma coisa boa, deve
valorizar essa sua atitude e capacidade.
■Aceite o seu momento
emocional menos bom. O fato de por vezes se sentir mal emocionalmente, não
faz de si uma pessoa triste, desmotivada e desesperançada. Todos nós passamos
por momentos difíceis na vida. Não faz de nós pessoas menos capazes ou com
menos valor e muito menos “miseráveis.
■Leve em consideração
que pode melhorar. Ao querer autoajudar-se, está a dar o primeiro passo
para a sua melhoria. Por vezes as contrariedades da vida permitem-nos aprender
outras formas de encarar a vida e preparar-nos para as adversidades. Veja o
lado positivo, está a trabalhar para ultrapassar um momento menos bom da sua
vida, e está a conseguir aos poucos. Esta sensação de estar a ajudar-se a si
mesmo por certo lhe transmitirá um sentimento de capacidade e consequentemente
de melhoria da sua confiança.
■Mantenha-se firme na
sua motivação. No caminho da melhoria existem sempre alguns momentos menos
bons, não se deixe abater por isso. É normal ficar um pouco mais em baixo, com
menos vontade (como qualquer outra pessoa) não se deixe confundir ao ponto de
pensar que pode estar a piorar. Mantenha-se confiante que está no bom caminho,
e que em algumas situações de vida já consegue ter uma atitude mais positiva,
melhor humorada e mais construtiva. Continue assim.
■Mude de canal.
Quando perceber que está a ter pensamentos depreciativos, mude de canal, como
se tivesse a mudar a estação de rádio do seu carro. Habitua-se a fazer isto.
Todos nós fazemos isso quando algumas coisas nos chateiam e sabemos que não vão
ter grande importância no futuro. Mudamos de canal, pensamos noutras coisas ou
decidimos não dar atenção a aquela situação ou pensamento.
■Sinta o seu corpo.
Perceba quando o seu corpo está relaxado e descontraído que se sente melhor
(registe essa sensação) e quando estiver numa situação de ansiedade ou mais
desesperado e incapaz, tente recordar-se dessa sensação, tente reproduzir essa
sensação de bem-estar no teu corpo. Isto irá ajudá-lo a não ficar num estado de
alerta e consequentemente permite-lhe organizar os seus pensamentos.
■Cuide de si e seja
“vaidoso”. O ato de cuidar de nós, só por si revela o apreço e a dedicação
que temos por nós mesmos. Indirectamente estão a dizer que vale a pena ter
atenção a nós, que existem coisas que gostamos de fazer, que gostamos de nos
sentir de determinada forma, pois isso faz-nos sentir bem. E sentir bem é uma
coisa boa, por isso não se esqueça de cuidar de si. Não se esqueças de si
mesmo. Faça coisas de que gosta, que lhe dêem prazer e bem-estar. Uma boa
refeição, um chocolate, um passeio ao luar, um banho de emersão. Qualquer coisa
de que goste, faça isso, coloque isso na sua agenda e faça. Faça isso de forma
programada, diga a si mesmo, “agora vou fazer isto que tanto gosto e me dá
prazer.”
A psicologia positiva ocupa-se da promoção das forças e
virtudes existentes em cada individuo, relegando para segundo plano o modelo de
interacção meramente psicopatológico que observa as pessoas através das lentes
do modelo da doença ou do problema. De acordo com esta abordagem, acredito que
cada um de nós independentemente das vicissitudes da vida, podemos sempre escolher
focar-nos naquilo que temos de melhor, ou que ainda nos resta. Fugir à
vitimização, aceitar os maus momentos e acreditar que munidos das nossas
melhores capacidades e virtudes conseguiremos minimizar as contrariedades e
vencer os obstáculos.
Força para você.
quarta-feira, 15 de maio de 2013
Os reinos de angola
Os reinos de angola
De acordo com o mapa dos reinos históricos de Angola ( instituto de investigação do povo Bantu ),o reino do Kongo englobava as provincias do Záire, do Uíge, a maioria da província do Béngo e do Kuanza Norte, bem como a parte norte da província de Malánje.
O reino do Kongo era o maior de Angola, pois grande parte de Angola pertencia ao reino do Kongo, porém o nordeste de Angola pertencia ao império Nlúnda .
Os reinos de Matámba e Ndóngo,englobava parte das províncias de Malánje,do Béngo e quase toda a província do Kuánza Súl , com exeção do reino de Kisamã, que situava-se na parte costeira do Kuánza Sul.
Os reinos do planálto eram : Manba, Sánga, Ndálu, Bailúndo, Tchisángê, Ngánda, Tchiáka, Huámbo e Bié, totalizando nove impérios, só na grande área do planalto, porém o reino de Kasánje englobava parte da provincia do Bié, a baixada da atual Kasánje e a parte ocidental de Lunda Norte, causando grandes batalhas entre os reinos de Bié e Kasánje, pois o rei de Bié dizia ser dele aquelas terra , enquanto o rei de Kasánje dizia o mesmo.
Os reinos Tchokwe era o império Nlunda, que englobava a província de Lúnda Norte e parte de Lúnda Súl .
Os reinos do sudoeste eram: Músô, Huíla, Mulúndo, Helelos, Tchípúngo, Tchíwémba, Nagámbwe e Ambós .
O reino de Kabínda correspondia aproximadamente ao atual território de Kabínda . A maioria destes vinte e cinco reinos, foram extintos durante o século XVI. Existem provas documentadas que, comprovam que muitos desses impérios foram erguidos ou construídos, antes da hera cristã. Ainda hoje existem alguns desses reinos no país de Angola que são conservados pelo patrimônio histórico.
Com relação as Divindades Bantu, Matamba por exemplo, reinou ao norte do País de Angola. Ndandalunda ou Dandalunda , reinava em área diferente (Nordeste de Angola), Nkosi era do reinado do Kongo e assim por diante, portanto os nossos Minkisi e Jinkísi, eram do mesmo país porém de localidades diferentes e ainda nos dias atuais, essas Divindades, são cultuadas nas suas próprias Localidades, que é bem diferente do culto que práticamos no Brasil, pois aqui cultuamos todos juntos, em um mesmo templo.
Foi essa forma, que nossos antigos sacerdotes, encontraram para que nossa cultura e tradição religiosa sobrevivesse a todas as injustiças e preconceitos impostos ao nosso povo religioso, antigamente no Brasil.
OBS: Os vinte e cinco reinos citados, foram os que sobreviveram por mais tempo, pois existiam um número de quarenta e seis reinos que faziam parte do País de Angola.
sexta-feira, 10 de maio de 2013
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